Partilhamos o magnífico e espontâneo post de Germano António de Oliveira sobre o romance “O tempo entre os nossos dedos”, de Manuel Andrade. Já à venda em todas as principais livrarias do país:
“Acabei de ler um livro que é um tratado filosófico sobre a vida. Um manual que todo o homem, cinquentão ou não, deve, pelo menos uma vez na vida – LER! Esta obra, que na minha opinião de leitor com cinco décadas e muitas linhas lidas, é comparável ao incomparável, é todo um novo estilo, uma corrente poética de 245 páginas que não para de nos surpreender pela grandeza do seu intuito e sobretudo pelo manancial de recursos que nos prendem de principio a fim sem nunca esperarmos mais, porque o que temos no presente já é tanto. É um romance? É poesia? É ensaio? É que for caramba, porque é o que é – diria o autor, que nos convida a passear despreocupados pelo parque, pontapeando folhas e ramos daqui para acolá, mas num latejar constante de emoções vivendo o tempo, passando o tempo, daquela forma que vale a pena passar e que é – olhando-o de frente, sabendo que ele passa, mas que é bem passado, porque este livro é isso mesmo, é o nosso tempo que passa – BEM PASSADO!
Cohen, esse mago da letra e da musica, é um condimento perfeito, ouvi-lo de fundo vai tornar esta receita ainda mais apetitosa, depois é só escolher o tinto ou o champagne para acompanhar e deixar que se dance até ao fim do amor, sim porque tudo tem um fim, até este livro que fala sobre o mais profundo dos temores existenciais, ou se não é o que mais nos atormenta, bem que devia ser. Mas porra eu não sou critico literário, foda-se! E foi por isso mesmo que quando acabei de ler esta maravilhosa obra, caralho, peguei no telefone e foda-se, porque sou do Norte e tenho a grande felicidade e orgulho de ser Amigo do autor, lhe liguei e disse : – Manel, eu podia dizer mil coisas sobre o que acabei de ler, mas vou dizer apenas isto – PUTA QUE PARIU, ESTE LIVRO É DO CARALHO!!! Depois de me embrenhar nestas páginas brancas, pinceladas com adjetivações maravilhosas e recordações da minha própria vida, como a de qualquer um que a lê, fui fazer amor com a minha mulher, porque esse é a melhor forma de passar o nosso tempo, foder uma mulher, amar a sua mulher!
Este livro só não muda a minha vida, porque os meus receios e anseios e os meus mais de cinquenta anos são os mesmo do autor, mas digo-vos, se olhava um bosque em duas dimensões, hoje olho-o em três, olho bem para lá de uma tela, olho bem para lá do pinheiro que vejo na primeira linha, consigo observar o esquilo que está a mais de cinquenta metros, porque este livro é a ampliação perfeita das dioptrias que nos permite enxergar muito mais além do que quando o começamos a devorar. Acabo apenas com uma citação perfeitamente agnóstica que mais não é do que: NÃO LER ESTE LIVRO É UM PECADO CAPITAL, CARAMBA!”