“Lugar de Um Deus que me Livre” é uma emersão no universo de um hospital psiquiátrico, o Conde de Ferreira, onde o autor esteve a trabalhar a obra durante quatro meses. Um livro arrebatador, onde loucura e realidade se misturam, numa escrita inebriante que permite olhar por dentro o mundo denso da esquizofrenia e de novo afirma este escritor como um grande da língua portuguesa.
Rui Reininho – “Dos muros altos da demência, daqui “do alto castelo que é a phantasia…” saltando pelos murais da loucura, sem moralizar.”
Sérgio Almeida, Jornal de Notícias – “um estilo envolvente e sem freio que mantém até às derradeiras páginas.”
Fátima Campos Ferreira, RTP – “como nos arranca, a nós seres humanos, para fora de si próprios, tão desnudados, tão sem artifícios, sem defesas.”
Carlos Daniel, RTP – “O Manuel Andrade escreve como se tivesse vivido várias vidas, em idades com sonhos diferentes. E pesadelos. Pega no bisturi das emoções e pesquisa estórias no mais fundo de nós, que é pela alma adentro que viaja mais vezes.”
“Mas agora estava feito, feito estava, e não havia caminho de volta. Não daria mais uma chance ao medo. E a viagem começou, inesquecível e perturbadora, imprópria enfim para mentes que não têm a capacidade de se moldar e estender, nem tampouco de enlouquecer um pouquinho só que seja.”